armazém de estocagem de produtos bem organizado com empilhadeira passando na frente

Sua empresa tem um protocolo para receber os produtos lubrificantes? E para armazená-los? A lubrificação industrial pode ficar comprometida caso o armazenamento não seja bem feito.

Em outras palavras, com falhas no armazenamento o processo produtivo perde qualidade e eficácia, e desperdiçar lubrificantes por falta de cuidado é prejuízo na certa!

Além dos riscos de acidentes de trabalho e danos ao ambiente, a empresa pode sofrer outros prejuízos com multas e sanções. No caso de empresas com certificados de qualidade, tais como o ISO 9001, o armazenamento correto é crítico. Auditorias ambientais não perdoam falhas nesse sentido. Veja como realizar um bom armazenamento de produtos químicos de lubrificação e evite esses problemas.

Problemas do armazenamento inadequado

Estes são os principais problemas físico-químicos que surgem quando a estocagem não é apropriada:

  • Decomposição dos aditivos em função de períodos longos de armazenagem;
  • Degradação do lubrificante devido à temperatura elevada no estoque;
  • Contaminação entre lubrificantes diferentes;
  • Contaminação por partículas e impurezas;
  • Contaminação por água;
  • Problemas ambientais.

A lubrificação industrial requer muito cuidado com a limpeza dos óleos para que seja eficiente e eficaz. Portanto, qualquer contaminação pode representar prejuízos ao fluxo de trabalho e à produção. Além disso, os lubrificantes terão seu desempenho comprometido caso o nível de degradação ultrapasse o aceitável.

Os aditivos químicos degradam-se ao longo do tempo, isso é inevitável. Porém, se o ambiente dentro do armazém esquentar demais, as altas temperaturas aceleram o processo de degradação tanto do lubrificante, quanto de alguns aditivos. Como consequência, há perda da vida útil do lubrificante, o que pode atrapalhar bastante o planejamento de manutenção e de produção.

Outro problema comum é a contaminação por mistura entre lubrificantes diferentes. A lubrificação industrial pode ser impactada negativamente pela combinação acidental de fluidos com propriedades físico-químicas diferentes. Se um lubrificante com viscosidade alta for misturado a um de baixa viscosidade, por exemplo, haverá redução neste índice.

Por conseguinte, a película de lubrificante que irá se formar é menor, o que significa maior desgaste nas máquinas. Essa situação pode se originar na desorganização do almoxarifado ou de uma identificação confusa ou inadequada.

A seu turno, a contaminação por água ocasiona oxidação acelerada dos aditivos. Além disso, a presença da água pode acarretar problemas de cavitação, formação de espumas, corrosão e desgastes, uma vez que o óleo perde suas propriedades lubrificantes.

Já a contaminação por partículas não apenas entope os filtros como também acelera a degradação dos lubrificantes.

A lubrificação industrial requer que padrões mínimos de qualidade sejam atendidos quanto às propriedades físico-químicas dos fluidos. A contaminação por partículas altera essas propriedades, modificando também o grau de previsibilidade do comportamento do lubrificante. Ou seja, comprometendo a eficiência e a eficácia do produto.

Por fim, os problemas ambientais que podem surgir são a contaminação do solo e a contaminação da água por causa do derramamento de óleos armazenados incorretamente. Esse ponto é sempre focal em auditorias ambientais, especialmente o armazenamento de óleos para descarte. Este cuidado é particularmente importante no caso de empresas com Sistemas de Gestão Ambiental implementados, tais como a ISO 14001.

Como armazenar produtos de lubrificação industrial corretamente?

A estocagem da lubrificação industrial começa já na entrada dos produtos no almoxarifado. Em seguida, o armazenamento deve ser pensado de maneira a favorecer o fluxo de trabalho. Diante disso, podemos dividir a gestão de estocagem dos lubrificantes em duas etapas:

  1. Recebimento;
  2. Armazenamento.

1. Recebimento dos produtos de lubrificação industrial

O ideal é que haja um encarregado de recebimento, que desempenhe sempre essa função de controle de entrada. Este funcionário deve conhecer bem os processos internos da empresa, assim como as demandas do setor de lubrificação. As recomendações para receber adequadamente os produtos são:

  • Averiguar se o que está sendo entregue está em conformidade com o encomendado e com a Nota Fiscal;
  • Verificar a integridade das embalagens, tanto física quanto de rotulagem;
  • Ver se os lacres foram rompidos ou violados;
  • Manter uma planilha de controle de estoque.

A planilha de controle, por sua vez, precisa ser constantemente alimentada, além de estar integrada aos demais setores (comercial, produtivo e administrativo). Ela tem a função de organizar as informações referentes à gestão dos lubrificantes no interior da fábrica.

2. Armazenamento da lubrificação industrial no almoxarifado

Considere a logística interna da fábrica. Procure organizar as entradas e saídas de produtos de acordo com os pontos de carga e de descarga e de consumo do óleo da empresa. O depósito deve ser em uma área coberta para evitar contaminação por água.

Se não for possível uma área coberta, tome cuidado para que não haja acúmulo de água no topo ou no interior do tonel. Isso pode ser providenciado inclinando-se levemente a embalagem. Caso o armazenamento seja feito na horizontal, faça como no desenho a seguir:

Referência

Internamente, o armazém deve ser bem ventilado, para que não ocorram altas temperaturas que podem comprometer a vida útil dos óleos. O local deve ficar distante de fontes de calor ou de contaminação (se for uma serraria, não construa o depósito perto da área de serragem, por exemplo).

Como regra geral, as embalagens não devem ser depositadas diretamente sobre o chão. Este ponto é muito enfatizado em auditorias ambientais, pois além do risco de contaminação do solo e da água, pode haver riscos de acidentes de trabalho.

Identifique todas as embalagens adequadamente e não se esqueça de informar todos os usuários da sua classificação.  É fundamental manter o controle das entradas e saídas – ou seja, o controle de estoque – para evitar aquisições desnecessárias ou falta de produtos importantes.

Pense na distribuição interna do espaço. Evite misturar embalagens abertas ou em uso com as que estão fechadas. Isso evita desperdícios e diminui riscos de contaminação dos óleos novos.

Tenha um local separado para a limpeza dos materiais e também controle o acesso à sala de lubrificação, para evitar confusões entre os materiais (mistura de óleos diferentes, por exemplo).

Assim, a lubrificação industrial requer não apenas bons produtos, mas também boa gestão de almoxarifado, já que o mau armazenamento acarreta perdas financeiras, riscos de contaminação ambiental e de acidentes de trabalho.

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